Home Data de criação : 08/09/27 Última atualização : 09/12/14 05:18 / 66 Artigos publicados
 

não venha buscar sentido nesta época - Poema de 1987  escrito em segunda 14 dezembro 2009 05:18

Sentidos perdidos e não encontrados,

sentidos não sentidos, quase disforme

conforme o sol, iluminado,

desfeito ao calor,

pensando sem paredes

e eu que gostava do sol....

dos raios que passavam feito loucos

 pelas arestas e buracos

do tempo....mal a gente via o mundo mudar

porque ninguem conseguia os poucos olhares

dos menos olhares

os gestos dos menos gestos

E assim fomos pouco a pouco procurando um meio

procurando uma forma, encontrando telhas

paredes e janelas do tempo

assim foi que foram-se os que foram...

ficou eu pra contar a historia

(Escrevi em uma temporada simplesmente complicado)

Abraços, kenosi

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NÃO DEIXE NINGUEM FERIR O ENCANTO DE SUA HISTÓRIA  escrito em domingo 22 novembro 2009 19:41

Se a gente for ver

nossos belos dias são mais belos

nossos olhares são mais velozes

Se agente for ver

nossas palavras são mais puras

nossos gestos menos vulgares

nossas sombras menos medo

Se a gente for ver

nossos passos são mais seguros

nossos gritos mais intensos

nossos sofrimentos menos dolorosos

nossas dores menos crueis

Se a gente for olhar

A gente não olha...

o dia já passou

a noite chegou nua

a Lua acalmou o coração

o vento calou sua canção

Se a gente for ver

fica a lembrança...do que a gente viu

do que não olhamos fica a fumaça

Fica a tirna do chaminé

Fica o arroz queimado no fundo da panela

A desculpa do culpado

A elegancia do gentil

A nobreza do simples

 

 

 

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Me diga pra que lado fica o pôr do sol, 16:00 ?  escrito em sexta 09 outubro 2009 06:16

Eu tinha doze anos e já despontava o desejo de namorar a primeira garota, bom, antes que eu tomasse a decisão de falar ou demonstrar isso para a garota ela já havia tomado a inciativa de de escrever um bilhetinho pra mim e enviou em mãos de uma amiga de sua confiança, que colocou numa fresta de uma árvore onde eu sobia num galho e elas, as duas, ficavam escrevendo no chão, e eu e meus amigos subiamos na árvore e de lá eu contava alguma historia ou declamava algum poema, gostava de Carlos Drumond de Andrade, pouco de Cecília, gostava de poesias fortes e ousadas.

 Tudo era no ciclo de outono, cheguei do colégio, e minha mãe disse parece que vi uma garotinha colocar um papelsinho na fresta no Pé de castanhola.

Corri pra ver, era o bilhetinho que dizia assim: "Me diga pra que lado fica o pôr do sol, 16:00 ?"

Eu e meus amigos lemos depois e tentamos descobrir o inigma daquilo que até então não havíamos entendido nada, até que o Ricki, o nosso filosofo da turma disse já sei "é pra o lado da casa dela onde tem tambem um pé de castonhola".

Ele estava certo, depois vi que o meu amigo acertou tudo, corri pra, pra ver o que ia dar, bom chegando lá rodei por detrás de sua casa e descobri o tal pé de castanhola, foi quando sem eu esperar ela veio por detrás e colocou as duas mãos em meus olhos e disse: advinha quem sou? E eu disse: boba! è voce, claro, óbvio!

Ela me convidou: Vamos vê o pôr do sol! respondi: Vamos sim...E, ai sentamos, ficamos conversando besteira até o sol se pôr! 

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DE TODOS OS INVERNOS E EM TODAS AS PRIMAVERAS  escrito em quinta 08 outubro 2009 19:37

               DE  TODOS OS INVERNOS E EM TODAS AS PRIMAVERAS

    (Escrevi esse compacto poema ontém quando eu vinha do outro lado da Cidade)


Mor da cor morena no inverno ou castanho no verão,

singular mesmo elas ficam da cor do céu ou da cor do mar,

da cor do mar  é quando as aguas ficam esmeraldas,

da cor do céu quando as aguas ficam apasiguadas, pacificadas, doces e ternas.

Imagina ir no caminho em que as nuvens desenham os rostos delas,

são infinitas nas alturas dos olhos, enxergam a eternidade,

viajam além da temporalidade, viajam além dos descuidos,

das espontaneidades humanas, rindo, chorando, abraçando,

plantando, colhendo,

atos de amor em que suas vidas foram semeadas,

nos quais seus sonhos foram acolhidos,

elas são tão naturais que parecem anjos da terra, que parecem gêmeas,

que parecem únicas, mas não, Uma Cor tras sua lucidez incomum,

sempre abre a sua boca pra dizer coisas engraçadas e belas da vida,

pintar o mundo de um colorido que seja inusitado e desconhecido,

a outra cor sobeja paz, busca destino, enfeita horizontes,

assim a vida de ambas as cores, tem mais, são mais claras, matizes da eternidade.

(Escrevi em homenagem a duas pessoas incríveis, que uma eu conheço a outra amiga já conheço ;

ambas, as pessoas  são  inseparáveis)

Ken

bjs

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Em 1973 construi o meu lugar Secreto - Quando saía do colégio corria prá lá e escrevia poemas!!!  escrito em quarta 07 outubro 2009 19:46

Aguas trazem vida

 

Ah que bom, é mergulhar minhas mãos nesse líquido

mergulhar meu olhar nas entranhas do seu leito

sentir o úmido clima da terra molhada

olhar o monte distante e o vale verde

ouvir o sussurro do vento

dançando folhinhas verdeno ar

e as aguas límpidas

trazem vida

Minha pontinha de madeira sobre o rio

meu lugarzinho secreto

meu esconderijo

meu abrigo

meu ombro

meu espelho

meu santuário!!!



ken

abraços e bjs



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