DE
TODOS OS INVERNOS E EM TODAS AS
PRIMAVERAS
(Escrevi esse compacto
poema ontém quando eu vinha do outro lado da
Cidade)
Mor da cor morena no inverno ou
castanho no verão,
singular mesmo elas ficam da cor do
céu ou da cor do mar,
da cor do mar é quando as aguas
ficam esmeraldas,
da cor do céu quando as aguas ficam
apasiguadas, pacificadas, doces e ternas.
Imagina ir no caminho em que as nuvens
desenham os rostos delas,
são infinitas nas alturas dos olhos,
enxergam a eternidade,
viajam além da temporalidade, viajam
além dos descuidos,
das espontaneidades humanas, rindo,
chorando, abraçando,
plantando,
colhendo,
atos de amor em que suas vidas foram
semeadas,
nos quais seus sonhos foram
acolhidos,
elas são tão naturais que parecem
anjos da terra, que parecem gêmeas,
que parecem únicas, mas não, Uma Cor
tras sua lucidez incomum,
sempre abre a sua boca pra dizer
coisas engraçadas e belas da vida,
pintar o mundo de um colorido que seja
inusitado e desconhecido,
a outra cor sobeja paz, busca destino,
enfeita horizontes,
assim a vida de ambas as cores, tem
mais, são mais claras, matizes da
eternidade.
(Escrevi em homenagem a duas pessoas
incríveis, que uma eu conheço a outra amiga já
conheço ;
ambas, as pessoas são
inseparáveis)
Ken
bjs
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